Recentemente pesquisadores norte-americanos conseguiram manter e transplantar com sucesso rins de porcos que foram super-resfriados a -4 °C, sem que eles chegassem a congelar. Eles criaram um dispositivo especial que funciona com pressão controlada e que consegue evitar cristais de gelo.
Uma vez retirado do doador, o órgão começa a se deteriorar, mas ele não pode ser congelado, porque pode destruir tecidos e vasos sanguíneos, o que gera uma corrida contra o tempo.
A nova técnica é promissora, porque não utiliza crioprotetores e pode ampliar imensamente o tempo que o órgão aguenta fora do corpo. O coração e o pulmão toleram poucas horas de isquemia fria. O fígado, cerca de 6 a 12 horas e o rim pode chegar a 48 horas.
Neste episódio do podcast de Biotech & Health, o integrante do Departamento de Transplante Renal da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Álvaro Pacheco fala sobre a inovação. Segundo o especialista, o artigo que relata o achado ainda precisa passar pela revisão de outros cientistas, por isso ainda é preciso ter cautela, embora seja uma descoberta bastante relevante.
O médico comenta ainda outras tecnologias que estão surgindo ou em pesquisa, como máquinas de perfusão, xenotransplantes que podem ampliar a oferta de órgãos (rins de porcos geneticamente modificados estão sendo testados em humanos), e órgãos artificiais totalmente personalizados.
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