Em um novo estudo, pesquisadores do MIT demonstraram que a exposição durante o sono a um estímulo chamado ruído rosa é capaz de fortalecer as ondas do líquido cefalorraquidiano. Chamadas de LCR, essas ondas são as principais responsáveis por eliminar resíduos nocivos que se acumulam no nosso cérebro. Uma vez estabelecida essa relação, agora os cientistas querem saber se isso pode impulsionar a função cognitiva, melhorar a memória ou até mesmo retardar a progressão de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
Neste episódio do podcast de Biotech & Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com a pesquisadora na área de neurociência e cognição, Ana Carolina Meirelles sobre os achados desta pesquisa e como os estímulos sonoros podem influenciar a atividade cerebral durante o sono.
Ana explica que durante o sono profundo o cérebro apresenta oscilações lentas que são monitoradas no contexto das pesquisas, de forma que o uso do estímulo é feito em momentos e pulsos específicos, para sincronizar com a atividade cerebral. Segundo a pesquisadora, a descoberta dos cientistas norte-americanos é promissora e levanta a hipótese de que, no futuro, essa técnica possa contribuir para reduzir o acúmulo de proteínas nocivas. Contudo, ela alerta que o uso indiscriminado em dispositivos eletrônicos comerciais não é capaz de reproduzir um experimento e seus benefícios.
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