É como se fosse uma ratoeira! Mas só que a presa não é um rato, mas sim o mosquito Aedes aegypti. Estamos falando de uma armadilha impressa em 3D, feita de material biodegradável, que atrai o mosquito e infecta ele com um fungo que reduz seu tempo de vida e sua capacidade de transmitir doenças.
O dispositivo foi criado pela startup Wasi Biotech para ajudar no combate ao mosquito que é o principal vetor de transmissão de doenças como dengue e Zika. Dados do Ministério da Saúde dão conta que só no ano passado foram registrados mais de 1 milhão e 600 mil casos de dengue no Brasil e 1793 mortes confirmadas.
Neste episódio do podcast de Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com o professor e doutor em Engenharia da Produção e Sistemas, Ivo Sócrates Moraes, um dos criadores da ferramenta.
Ivo explica como foi para desenvolver a armadilha, como ela funciona e seus benefícios, já que a expectativa de vida do mosquito infectado diminui em 83%. A tecnologia ainda está em fase de validação com um projeto-piloto em Paraíso do Tocantins, mas a expectativa é escalar essa solução, especialmente focando em parcerias B2G (Business-to-Government): modelo de negócios em que empresas privadas vendem produtos ou serviços para órgãos, ministérios ou autarquias governamentais.
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