O cuidado em saúde começa, na maioria dos casos, tarde demais. Historicamente, o sistema foi estruturado para reagir à doença — e não para evitá-la. Agora, esse modelo começa a ser questionado diante de uma nova lógica: a do cuidado contínuo, baseado em dados, tecnologia e maior protagonismo do indivíduo.
Neste episódio do podcast Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com André Leite, co-founder and CEO da Centeni, sobre como a combinação entre inteligência artificial, monitoramento contínuo e mudanças comportamentais pode redefinir a prevenção em saúde.
Segundo o executivo, o principal desafio não é apenas tecnológico, mas estrutural. Os incentivos do sistema ainda favorecem o tratamento em estágios avançados, enquanto a prevenção segue fragmentada e pouco integrada à jornada do paciente. Ao mesmo tempo, novas ferramentas, como dispositivos vestíveis e análise de dados em escala, já permitem acompanhar indivíduos de forma contínua e antecipar riscos antes que se tornem eventos clínicos.
Nesse contexto, a inteligência artificial surge como um vetor central de transformação, ampliando o acesso ao conhecimento médico e viabilizando modelos mais personalizados e escaláveis. Para Leite, esse movimento pode representar um ponto de inflexão na saúde, com impacto direto na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade dos sistemas.
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