Ferramentas que auxiliam os médicos na conduta clínica e na escolha do melhor tratamento para os pacientes também precisam ser validadas por robustas evidências científicas. Neste episódio do podcast Oncologia de Precisão, Carolina Abelin conversa com o oncologista do Hospital Sírio-Libanês, Carlos Henrique dos Anjos sobre os estudos clínicos que validaram o teste genômico Oncotype Dx.
O teste atua como apoio para a decisão sobre a necessidade de quimioterapia após a cirurgia em mulheres com câncer de mama hormônio-positivo em estágio inicial e HER2-. Carlos Henrique dos Anjos, explica que o teste analisa a expressão de 21 genes do tumor e gera uma pontuação que estima tanto o risco de recorrência da doença, quanto o potencial benefício da quimioterapia.
Dois estudos são apresentados, com suas evidências destrinchadas pelo médico: o TAILORx e o RxPONDER. O primeiro analisou um grupo de mulheres sem comprometimento dos linfonodos, e estimou que cerca de 70% das pacientes elegíveis puderam evitar a quimioterapia sem prejuízo ao prognóstico. Já o RxPONDER analisou um grupo com mais de 5 mil mulheres com até três linfonodos comprometidos. Os resultados demonstraram que mulheres na pós-menopausa, com uma pontuação de até 25 no teste, também não tiveram benefício adicional com a quimioterapia, podendo ser tratadas apenas com terapia hormonal.
O especialista enfatiza que a validação do Oncotype DX por estudos clínicos robustos foi essencial para sua incorporação às diretrizes internacionais, permitindo decisões terapêuticas mais precisas e personalizadas.
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