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“No passado a gente tratava todos os cânceres iguais. E hoje a gente tem tentado ver naquele paciente um tratamento específico que faça sentido para ele”, diz o mastologista André Mattar. A frase resume como a medicina de precisão está transformando o tratamento do câncer de mama ao considerar a biologia individual de cada tumor, em vez de tratar todas as pacientes da mesma forma.
Ao longo do projeto Oncologia de Precisão conversamos com vários especialistas para compreender o teste genômico Oncotype DX, que analisa a atividade de determinados genes do tumor e consegue estimar o risco de recorrência do câncer, identificando se a paciente pode se beneficiar da quimioterapia após a cirurgia.
Com isso, algumas mulheres podem evitar um tratamento desnecessário, reduzindo efeitos colaterais e preservando sua qualidade de vida.
Apesar do custo inicial do teste, estudos indicam que seu uso pode ser custo-efetivo, pois a redução de tratamentos desnecessários pode compensar o investimento. Mas ainda existe um importante desafio de acesso: o teste não está disponível no SUS nem faz parte da cobertura obrigatória dos planos privados, o que cria desigualdades entre as pacientes.

