A transformação digital na saúde já deixou de ser uma tendência para se consolidar como um imperativo estratégico. Ainda assim, o avanço ocorre de forma desigual entre instituições, refletindo desafios estruturais que vão além da adoção de tecnologia.
Neste episódio do podcast Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com Omar Taha, curador do conselho na Faculdade Unimed, sobre o estágio atual de maturidade digital no setor e os caminhos para sua evolução.
A partir da experiência de mais de três décadas no sistema Unimed, Taha descreve um cenário heterogêneo, em que diferentes unidades convivem com níveis distintos de capacidade tecnológica. Ao mesmo tempo, destaca movimentos recentes de reorganização e criação de estruturas voltadas à inovação, com foco em gestão, assistência e educação.
Para o executivo, o principal entrave não está apenas nas ferramentas, mas na integração entre sistemas. A interoperabilidade segue como um dos maiores desafios do setor, especialmente em um ecossistema fragmentado, com múltiplos modelos de operação e baixa comunicação entre instituições.
Nesse contexto, a governança de dados emerge como um elemento central. A capacidade de estruturar, padronizar e integrar informações é o que sustenta o uso eficiente de tecnologias como inteligência artificial. Sem dados organizados e consistentes, o potencial dessas ferramentas se perde ou pode até gerar decisões equivocadas.
Ao mesmo tempo, Taha reforça que tecnologia e humanização não são forças opostas. Ao automatizar tarefas operacionais, soluções digitais podem ampliar o tempo de atenção ao paciente e tornar o cuidado mais personalizado. Para ele, o futuro da saúde passa por um modelo em que o paciente assume maior protagonismo, com profissionais atuando como consultores especializados.
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