A ciência do cuidado multidisciplinar
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A ciência do cuidado multidisciplinar

Especialista destaca o papel da fisioterapia, da reabilitação e do suporte aos cuidadores para retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida.

A doença de Huntington é uma condição genética rara, neurodegenerativa e progressiva que afeta funções motoras, cognitivas e comportamentais. Abordagens multidisciplinares têm demonstrado potencial para preservar a funcionalidade e a autonomia dos pacientes por mais tempo.

Neste episódio do podcast Moving Matters, da MIT Technology Review Brasil em parceria com a Teva, Carolina Abelin conversa com a fisioterapeuta Tamine Capato, especialista em fisioterapia neurológica e pesquisadora da doença de Huntington.

Durante a entrevista, a especialista explica que a atuação integrada de profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais é fundamental para lidar com os diferentes impactos da doença ao longo de sua evolução. Segundo ela, intervenções precoces podem contribuir para a manutenção da mobilidade, da independência e da qualidade de vida dos pacientes.

Tamine destaca que a fisioterapia desempenha um papel importante desde os estágios iniciais da doença. Exercícios físicos orientados, treinamentos de força, equilíbrio e condicionamento aeróbico podem ajudar a reduzir riscos de quedas, prevenir complicações associadas ao imobilismo e prolongar a capacidade funcional dos pacientes.

A especialista também apresenta resultados de um estudo clínico conduzido com pessoas diagnosticadas com Huntington. A pesquisa avaliou um programa específico de treinamento de equilíbrio e observou melhora significativa na marcha e na estabilidade dos participantes, com benefícios mantidos por até seis meses em parte do grupo avaliado.

Outro tema abordado no episódio é o impacto da doença sobre familiares e cuidadores. Segundo Tamine, a sobrecarga recai principalmente sobre a família, que assume grande parte dos cuidados diários. Por isso, a orientação e o treinamento dos cuidadores fazem parte do processo de reabilitação, especialmente nas fases mais avançadas da doença.

A entrevista discute ainda os desafios de acesso ao tratamento multidisciplinar, a necessidade de ampliar a formação de profissionais de saúde e a importância de políticas públicas que garantam acesso a terapias especializadas e novas tecnologias para pessoas que vivem com a doença de Huntington.

AUST-BR-NP-00153

Ouça o episódio na íntegra.

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