IA na saúde: a visão do Google sobre o setor
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IA na saúde: a visão do Google sobre o setor

Com aplicações que vão do backoffice à decisão clínica, a inteligência artificial já gera impacto real na saúde, mas ainda esbarra em desafios de maturidade, governança e uso estratégico de dados.


A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa na saúde. Em diferentes pontos da cadeia, da operação administrativa ao cuidado clínico, a tecnologia começa a gerar impacto mensurável em eficiência, qualidade e experiência do paciente.

Neste episódio do podcast de Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com Priscila Cruzatti, Healthcare & Life Sciences Industry Specialist para a América Latina no Google, sobre como essas transformações estão sendo aplicadas na prática — e por que ainda avançam de forma desigual no setor.

Segundo a executiva, a saúde vive hoje um cenário de múltiplas realidades. Enquanto algumas instituições ainda estão em fase inicial de experimentação, outras já operam com soluções mais maduras, especialmente no uso de dados para apoiar decisões e qualificar a jornada do paciente.

As aplicações são diversas: vão da automação de processos administrativos, como faturamento e revisão de contas médicas, a modelos preditivos para gestão de demanda assistencial e ferramentas de apoio à decisão clínica baseadas na análise integrada de dados, imagens e histórico do paciente. Em comum, essas iniciativas ampliam eficiência, reduzem custos e aumentam a qualidade do cuidado.

Apesar dos avanços, um dos principais entraves ainda está na base: a gestão dos dados. O setor de saúde historicamente acumula grandes volumes de informação, mas ainda enfrenta dificuldades para transformá-los em inteligência acionável, capaz de sustentar decisões clínicas e estratégicas de forma consistente.

Ao longo da conversa, Priscila Cruzatti também aponta uma mudança de fase. A lógica de experimentação começa a dar lugar a uma abordagem orientada a valor, com definição clara de problemas, métricas e resultados esperados.

O episódio traz ainda exemplos concretos de implementação no Brasil, com ganhos expressivos em produtividade, redução de custos e melhoria de processos, e aponta para o próximo desafio do setor: escalar essas soluções de forma sustentável, sem comprometer governança, segurança e qualidade do cuidado.

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