Diferentemente das vacinas tradicionais, que utilizam vírus atenuados, inativados ou proteínas prontas, as vacinas de mRNA fornecem ao organismo apenas as instruções genéticas para que as próprias células produzam uma proteína do patógeno. Essa proteína é reconhecida pelo sistema imunológico, que passa a criar proteção contra a doença.
Essa tecnologia já vinha sendo estudada há tempos na ciência, mas foi com a pandemia de Covid-19, que sua aplicação ganhou destaque e escala.
Neste episódio do podcast de Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com o especialista em Genética Molecular e professor do Insper, Paulo Amaral, sobre os avanços das pesquisas.
Estudos promissores estão sendo realizados sobre o vírus Influenza, da gripe, HIV e doenças infecciosas negligenciadas, como Zika, chikungunya e leishmaniose. Além disso, o especialista destaca também o potencial uso da plataforma contra o câncer, onde o mRNA pode ser usado para ensinar o sistema imunológico a reconhecer proteínas específicas de tumores, criando assim tratamentos personalizados, identificando mutações exclusivas do câncer de cada paciente e estimulando o organismo a combatê-las.
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