Principais vantagens e desvantagens do Home Office
Humanos e tecnologia

Principais vantagens e desvantagens do Home Office

Antes mesmo da chegada de uma pandemia, o trabalho remoto vinha crescendo no mundo todo e mostrando vantagens relevantes para profissionais e empresas. O fato é que a nova configuração imposta ao mundo do trabalho acentuou ainda mais a percepção tanto das vantagens quanto desvantagens do home office.

PRINCIPAIS VANTAGENS:

Menos tempo gasto com transporte

Uma das vantagens diz respeito ao tempo gasto com deslocamentos, ainda mais agravante em grandes centros, onde o trânsito é mais carregado. Para a grande massa de trabalhadores, moradores de zonas mais afastadas dos centros urbanos e acostumados com uma rotina de horas desperdiçadas no deslocamento até o trabalho, o home office proporcionou horas a mais de descanso e lazer.

Até mesmo os que residem relativamente próximo aos escritórios sentiram o impacto de não ter que se deslocar até o trabalho. A rotina de dirigir ou pegar um transporte público foi substituída por algumas horas a mais de sono ou aproveitando de outra forma esse tempo que antes era gasto no deslocamento.

A vantagem aumenta ainda mais quando consideramos isso em dobro: ida e volta do escritório. Por exemplo, um trabalhador que pega às 9h no trabalho, dependendo de onde mora, tinha que acordar às 7h para seguir sua rotina matinal (banho e café da manhã, por exemplo) e se deslocar até o escritório. No fim do dia, ele encerrava o expediente e chegava em casa somente 1 hora depois.

Mas agora a poucos passos do seu espaço de trabalho em casa, ele pode dormir uma hora a mais ou acordar no mesmo horário e fazer um exercício para cuidar de sua saúde física e mental antes de começar a trabalhar. Se considerarmos ida e volta do trabalho, podemos dizer que este trabalhador ganhou pelo menos duas horas no seu dia para aproveitar como quiser.

Além do fator tempo, isso impacta no fator gasto (ou custo, no caso das empresas). Sem necessidade de usar transporte, tanto os trabalhadores quanto as empresas economizam tempo e dinheiro.

Uma pesquisa divulgada durante o evento Summit Mobilidade Urbana 2019, em São Paulo, revelou que os brasileiros gastam, em média, 1h20 para se deslocar (ida e volta) para as atividades principais do dia, chegando a 2h07 para que se cumpram todos os deslocamentos diários. Isso quer dizer que uma pessoa perde cerca de 32 dias por ano no trânsito no Brasil.

Pessoas das classes D e E são as que levam mais tempo nesse deslocamento: cerca de 130 minutos por dia. Em seguida vem a classe C com, em média, 129 minutos, e a classe B, com 124 minutos. Já a classe A leva cerca de 94 minutos. As regiões onde se gasta mais tempo nesses percursos são a Sudeste, com média de 144 minutos, e a Nordeste, com 132 minutos.

O custo com o congestionamento no Brasil soma perdas de R$ 267 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a pesquisa, de cada dez entrevistados, quatro declararam que é muito difícil ou difícil se locomover no país.

Mais tempo com a família

O tempo de deslocamento somado ao tempo de trabalho no escritório sempre foi sinônimo de tempo longe da família. Um problema efetivamente resolvido pelo home office. Se considerarmos os impactos da Covid-19, como a suspensão das aulas nas escolas e o isolamento social, a aproximação com a família foi ainda maior. Excluindo algumas desvantagens de estar 24 horas com a família em casa, essa nova configuração trouxe bons impactos na relação entre pais, filhos, casais e parentes moradores do mesmo espaço, estreitando o convívio em meio à rotina de trabalho.

Sem ter que gastar tempo se deslocando para ir ou voltar do trabalho e mantendo escritório e casa no mesmo espaço, o trabalhador consegue intercalar na sua rotina momentos de trabalho e momentos com a família, além de conseguir atender a urgências e estar sempre perto das crianças, por exemplo, que demandam uma atenção maior.

Com a suspensão das aulas presenciais nas escolas, os pais e responsáveis assumiram uma tarefa importante na educação dos filhos: dar suporte para as aulas online. Poder trabalhar de casa e estar perto das crianças neste momento é uma das vantagens do home office.

As famílias tiveram que adaptar toda a dinâmica do lar, conciliando horários e estabelecendo uma rotina de atividades coletivas e/ou individuais. Tendo atenção a pontos importantes, como privacidade e respeito aos limites, o home office trouxe a vantagem de estar mais perto da família, mantendo interações instantaneamente e estreitando laços.

Sobretudo quando se trata de crianças nos anos iniciais, os pais estão experimentando uma oportunidade única de acompanhar de perto essa fase tão importante. É uma rotina exaustiva porém muito gratificante.

No início do isolamento social, foi comum ver pais desesperados, casamentos abalados e relações enfraquecidas. Mas passado o período de adaptação e descontando o fator estresse no meio de uma pandemia, hoje é possível ver de forma positiva essa oportunidade que o home office proporciona de fortalecer as conexões entre familiares na mesma casa.

Mais flexibilidade nos horários

Para além do valor do salário, a flexibilidade vem assumindo o topo da lista de benefícios valorizados em uma vaga de emprego. Segundo um estudo da Hays, líder mundial em recrutamento, entre os cinco benefícios mais reconhecidos pelos profissionais estão flexibilidade de horário (72%) e o home office ou trabalho a distância (53%).

No The Annual IWG Global Workspace Survey, que entrevistou mais de 15 mil pessoas em 100 países, quatro em cada cinco entrevistados garantiram que com duas ofertas de emprego similares recusariam a que não tivesse possibilidade de trabalho flexível.

O estudo mostrou como a flexibilidade ajuda as empresas a serem mais rentáveis e a atrair e reter os melhores talentos. A média global dos negócios que utilizam esse formato de trabalho para atrair novos talentos é de 77%, sendo de 72% no Brasil.

A flexibilidade já é apontada como a nova moeda de negociação no recrutamento de profissionais. Pesquisa divulgada pela Unify (empresa de softwares e serviços de comunicação) mostra que 43% dos profissionais negariam um aumento de salário de 10% se pudessem ter mais flexibilidade no trabalho. Quando perguntados sobre a possibilidade de ganhar 20% a mais, ainda assim 36% prefeririam dias e horários mais flexíveis. Foram entrevistados mais de 800 profissionais de diversos países e áreas, como TI, finanças, marketing, vendas e P&D.

Entre as principais justificativas para a valorização da flexibilidade estão a preocupação com a qualidade de vida, possibilidade de ter mais tempo livre ou com a família, e alinhamento com horários mais produtivos.

PRINCIPAIS DESVANTAGENS

Falta de espaço adequado

Escritórios são especialmente configurados para serem espaços de trabalho: mobiliário, iluminação, configuração, tudo ali foi montado com o objetivo de ser um espaço de trabalho. E isso não acontece na maioria das casas. Com exceção dos que já tinham algum tipo de escritório no lar, a maioria dos trabalhadores teve que adaptar cômodos como sala e quarto para receber um computador de trabalho.

Na base do improviso, estabeleceram-se novos espaços de trabalho, configurados sem qualquer preocupação com regras de saúde, segurança e bem- estar dos funcionários. E os impactos físicos e mentais disso já começaram a emergir.

Pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, em parceria com o Institute of Employment Studies (IES), do Reino Unido, mostrou que desde o início da pandemia, a maioria dos trabalhadores não teve nenhuma assistência de seus contratantes em relação às condições de saúde e segurança durante o home office. Este foi o caso de 84% dos respondentes.

Coordenado pela FGVSaúde (Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde), o estudo apontou que o ambiente doméstico não dispõe do mobiliário adequado para o trabalho, como a maioria das empresas, além de apresentar vários fatores que podem interferir nas atividades laborais e podem, potencialmente, propiciar o aparecimento, ou o agravamento, de condições como dores musculoesqueléticas, estresse, ansiedade e fadiga.page39image46655232

Os participantes relataram os seguintes sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se intensificaram no home office na pandemia:

  • Dor nas costas (56% do total de participantes), no pescoço (55%) e nos ombros (50%);
  • Dificuldade para dormir (55%), fadiga ocular (45%), fadiga (43%) e enxaquecas (42%);
  • Preocupação com questões financeiras da família (36%);
  • Sensação de ansiedade com a saúde de um membro da família (30%);
  • Sensação de isolamento e solidão (11%).

A falta de uma estrutura física adequada parao trabalho no home office pode acarretar males físicos e psíquicos, mais difíceis de caracterizar como doença ocupacional (enfermidade produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade).

Sem as condições ergonômicas adequadas para a realização do trabalho em casa, o trabalhador pode ficar sujeito a desenvolver doenças como lesões na coluna ou lesão por esforço repetitivo (LER), assim como aumento do estresse, resultando em adoecimento psíquico.

Em teoria, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê que o empregador deve prover todos os meios necessários para que o empregado desempenhe suas atividades, o que inclui, por exemplo, computadores, mesas e cadeiras adequados. Mas com a imposição do home office num cenário de pandemia nunca antes previsto, nem todas as empresas estavam preparadas para isso, e muitas não conseguiram se adaptarinstantaneamente.

Falta de infraestrutura tecnológica

Assim como a falta de espaço adequado, a ausência de condições tecnológicas favoráveis influencia diretamente na produtividade dos funcionários, além de ter impactos também na saúde física e mental do trabalhador em home office.

Equipamentos e infraestrutura tecnológica (basicamente, computador e internet) são investimentos fundamentais para quem precisa trabalhar em casa. Algumas empresas apoiaram seus funcionários nesse sentido, oferecendo recursos financeiros para a compra de computadores e contratação de serviços de internet com melhor velocidade.

A busca por essa adequação, tanto por parte isolada dos funcionários quanto por parte das empresas, refletiu diretamente nos números desse mercado. Um crescimento de 16% entre janeiro e março deste ano, em relação ao mesmo período de 2019, foi registrado na venda de computadores. O dado é do estudo IDC Brazil PCs Tracker 1Q2020, da IDC Brasil, consultoria de inteligência de mercado para os setores de tecnologia da informação e telecomunicações.

No início da pandemia, foram vendidos 1,47 milhão de computadores, sendo 71,9% notebooks – 1,064 milhão de unidades – e 28,1% desktops – 415,6 mil. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, as vendas de computadores portáteis tiveram um crescimento ainda mais acentuado, segundo a IDC Brasil. Vendas de notebooks cresceram 18,8% e as de desktops, 9,6%. A receita do mercado de computadores teve alta de 30,6%, equivalente a R$ 5,16 bilhões.

Outro levantamento, da Neotrust/ Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, revela que o faturamento do setor de notebooks chegou a R$ 2,1 bilhões no segundo trimestre de 2020, com incremento de 85,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No período, foram realizadas 1 milhão de compras, um aumento de 73% em relação ao segundo trimestre de 2019.

Outra limitação tecnológica no home office trata da velocidade de internet. Os escritórios costumam ter contratos de internet mais robustos, com alta velocidade, links dedicados e suporte avançado. Nas casas, a realidade não é a mesma. E engana- se quem acha que somente o Brasil ou países de terceiro mundo sofrem com isso.

No estudo de Nicholas Bloom, do Departamento de Economia da Universidade de Stanford, apenas 65% dos americanos relataram ter capacidade de internet rápida o suficiente para suportar chamadas de vídeo viáveis, 50% relataram ser capazes de trabalhar em casa com uma taxa de eficiência de 80% ou mais, e os outros têm uma internet tão ruim em casa, ou nenhuma, que impede o home office eficaz.

Para Bloom, isso está gerando uma bomba- relógio para a desigualdade. “Nossos resultados mostram que funcionários mais instruídos e com salários mais altos têm muito mais probabilidade de trabalhar em casa – portanto, eles continuam a receber salários, desenvolver suas habilidades e avançar em suas carreiras. Ao mesmo tempo, aqueles que não podem trabalhar em casa, seja por causa da natureza de seus empregos ou porque não têm espaço adequado ou conexões com a internet, estão sendo deixados para trás.”

Cuidar dos filhos

A rotina do home office imposta pela pandemia ganhou mais um fator de desafio: filhos em casa. Com o fechamento de escolas, creches, parques e outros espaços destinados às crianças, os pais tiveram que adaptar horários, rotina e o próprio espaço para apoiar as aulas online e ainda dar atenção aos filhos praticamente 24 horas por dia.

No caso das mulheres, que ainda têm responsabilidade pela maior parte das tarefas domésticas, o desafio é ainda maior. Uma pesquisa realizada pela Catho mostrou que as maiores dificuldades de trabalho para as mães em home office são conciliar isolamento social e saúde mental (42,5%) e conciliar trabalho, tarefas domésticas e filhos (40,5%). Elas se sentem culpadas porque os filhos estão passando muito tempo em frente às telas, já que TVs, smartphones e computadores se tornaram aliados para distrair as crianças.

Embora não seja a regra, algumas empresas adotaram um olhar mais compreensivo com funcionários com filhos. Lembrando que isso não significa exigir menos produtividade ou qualidade da entrega, mas compreender que mães e pais precisam de mais flexibilidade no trabalho.

A rotina com as crianças na pandemia envolve cuidados básicos como dar banho, alimentar e colocar para dormir, mas também atividades de recreação, dar atenção e atender demandas urgentes que surgem a todo momento, inclusive no meio de uma reunião. Casos como grito, choro, correria ou criança chamando durante uma reunião passaram a ser mais vistos e encarados com outros olhos, dado o contexto atual.

Perda de foco

No cenário comum dos escritórios das empresas, com uma divisão clara entre casa e trabalho, os trabalhadores estavam acostumados a ver suas casas como um espaço de descanso e lazer. Quando esse mesmo ambiente passa a incluir também o trabalho, fica mais difícil fazer a separação e manter o foco durante o horário de expediente. No cenário da pandemia, considerando que muitos desses trabalhadores ainda têm que lidar com os filhos em casa, fica mais difícil ainda achar essa concentração nas atividades do trabalho.

A mistura de vida profissional e pessoal, sem limites claros entre uma e outra, traz desvantagens para os dois lados, e no meio fica o trabalhador, perdido entre o que é ou não a prioridade da vez. Não é fácil juntar trabalho, tarefas domésticas e, principalmente, fazer com que as crianças compreendam que ele está em casa, mas a trabalho.

Em um estudo desenvolvido pelo Centro de Inovação da FGV-EAESP, realizado em abril de 2020 com 464 pessoas de todo o Brasil, 56% dos respondentes relataram que a grande dificuldade do home office é justamente manter a rotina equilibrada. E esse desafio é mais evidente entre aqueles que nunca tiveram uma experiência prévia de trabalho em casa – 32,5% dos entrevistados. Curiosamente, os chamados nativos digitais ou geração Z (nascidos a partir de 1995) foram os profissionais com mais dificuldade na adaptação, segundo a pesquisa.

O estudo da FGV também relacionou a dificuldade de concentração à estabilidade no emprego – 45,8% não estão confiantes na manutenção dos empregos e têm dificuldade de concentração.

Para os que não estão nem confiantes nem desconfiados de que permanecerão empregados (30,9%) e os que estão confiantes de que continuarão em suas funções (34%), a dificuldade de concentração é um problema menor. A conclusão da pesquisa é que quanto mais confiante você está, mais concentrado você consegue ficar no trabalho. Manter o foco se torna mais difícil quando você não sabe o que vai acontecer com a empresa e com seu emprego a curto prazo, fator agravante em uma pandemia.

A pesquisa mostrou que o fator idade/geração tem influência na dificuldade ou facilidade de manter o foco no home office. Na geração Z, 82,6% acha difícil manter uma rotina equilibrada e 56,5% tem dificuldade em manter a produtividade e a concentração.

Já no caso dos chamados Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960), que estão mais perto da aposentadoria, 42,1% acha difícil manter a rotina de horários equilibrados e 31,6% tem dificuldade em manter a produtividade e a concentração. A conclusão é que as gerações mais antigas, justamente por saberem lidar melhor com a divisão do profissional e do pessoal, acabam tendo um rendimento melhor no home office.

Segundo o estudo, a dificuldade em encontrar o equilíbrio ideal na rotina de trabalho em casa tem sido sentida com mais intensidade entre os trabalhadores que relatam uma alteração na carga horária, para mais ou para menos. Os que mantiveram a carga de trabalho sem alterações na quarentena têm mais habilidade para equilibrar foco no trabalho e nas atividades de casa.

Trabalhar mais do que esperado

Na mesma pesquisa da FGV, 45,8% dos entrevistados disseram que a carga de trabalho aumentou, 31% indicaram que ela permanece igual e 23,1% informaram que tiveram redução na jornada de trabalho.

O LinkedIn, rede social de negócios, ouviu 2 mil profissionais em home office na segunda quinzena de abril, para levantar os efeitos da nova rotina de trabalho em casa. No levantamento, 68% dos entrevistados que estão trabalhando de casa disseram que têm trabalhado pelo menos 1 hora a mais por dia, e 21% dos profissionais chegam a trabalhar até 4 horas a mais por dia.

Os reflexos da carga horária estendida são sentidos, muitas vezes, na própria saúde do trabalhador. Não só em relação ao estresse e ansiedade causados por muitas horas seguidas de trabalho mas também pela falta de tempo que poderia ser dedicado a outras atividades essenciais para o bem-estar e saúde desse profissional.

Não à toa, 62% dos entrevistados estão mais ansiosos e estressados com o trabalho do que antes da pandemia, 43% estão se exercitando menos e 33% disseram ter o sono afetado negativamente.

Além de extrapolarem a jornada prevista do expediente, os trabalhadores em home office enfrentam um novo desafio: se desligar das atividades do trabalho. Do total de entrevistados na pesquisa do Linkedin, 24% se sentem pressionados a responder mais rapidamente e estar online por mais tempo do que normalmente estariam, 18% destacam que a preocupação de se mostrar ocupado com o trabalho tem relação com o medo de perder o emprego, e 27% enviam e-mails fora do horário do expediente para mostrar que, mesmo em casa, estão trabalhando muito.

O diretor-geral do LinkedIn Brasil, Milton Beck, durante uma live na rede social, ressaltou que essa ansiedade também é causada por fatores como problemas de internet, cadeira e mesa não adequadas para o trabalho, deveres como limpeza das compras do supermercado e da casa, além decuidados com a família. Para ele, não é exatamente o home office que está causando estresse, é o home office associado a uma insegurança do trabalhador se ele vai conseguir manter o emprego e sobre o que o chefe está achando da produtividade dele trabalhando em casa.

Esse artigo faz parte da nossa Special Edition Home Office: Work Anywhere

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