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No podcast da MIT Technology Review Brasil desta semana, Rafael Coimbra e Carlos Aros analisam como a internet e a Inteligência Artificial estão mudando a forma como entendemos, nomeamos e até sentimos emoções.
A conversa parte de um artigo da Anya Kamenetz, da MIT Technology Review, que apresenta as chamadas “neoemoções”, estados afetivos que surgem da combinação de emoções clássicas e da vida hiperconectada. Termos como “névoa aveludada” parecem coisa de fórum online, mas têm base em pesquisas sobre como a linguagem molda o que percebemos e sentimos.
No centro do debate está um ponto sensível: se ferramentas como o ChatGPT passam a ajudar as pessoas a descrever o que sentem, elas também podem influenciar como essas emoções são classificadas, compartilhadas e até padronizadas. Isso abre espaço tanto para mais autoconhecimento quanto para novos riscos, como a medicalização excessiva ou a substituição de relações humanas por interações com máquinas.
A discussão vai além da tecnologia e toca em cultura, saúde mental e no futuro da forma como construímos significado para aquilo que sentimos.
Você confiaria a uma IA a tarefa de dar nome ao que está sentindo? Ouça no seu tocador preferido:




