Negócios Digitais: não é coisa do futuro, é do presente
Negócios e economia

Negócios Digitais: não é coisa do futuro, é do presente

Tecnologia e Internet para desenvolver e comercializar padrões escaláveis. Pequenos empreendedores podem alcançar um número gigantesco de pessoas por meio dos canais digitais.

Os negócios digitais agrupam diversos produtos, não têm idade e nem tamanho de bolso para construir o seu primeiro canal de audiência. Adolescentes, jovens e adultos monetizam de forma acelerada por meio das redes sociais e blogs, como TikTok, Instagram, Facebook, YouTube, entre outros. Uma máquina de gerar dinheiro, com soluções diretamente ligadas a demandas reais de mercado, solucionando problemas imediatos e pensando escalabilidade por meio da internet.

Um exemplo presente nesse novo mercado são os infoprodutores, afiliados, influenciadores e produtores de conteúdo, que nem sempre precisam de um capital tão elevado para começarem seus negócios. Em outros cenários, assim como soluções SaaS, depende de um pouco mais de capital, e carrega um grande potencial financeiro a médio prazo.

Neste mercado, é possível concorrer com algo que já existe ou criar uma nova demanda. Mesmo sem implementar métodos organizacionais muito complexos, como acontece em grandes empresas. Criar e administrar negócios digitais é valioso e lucrativo, portanto, ganha sempre o mais estratégico.

Seja para quem vende, seja para quem investe e para quem compra.

Marketeiros, empreendedores e especialistas vêm conquistando espaço e um novo movimento nasce. Já reparou como grandes canais ou projetos on-line que antes eram 100% vinculados ao seu criador, estão mudando o seu conceito de fazer negócio?

O criador está cada vez mais desvinculando o seu nome do produto/negócio on-line construído em cima da sua empatia. Cada vez mais experts recorrem a “parceiros estratégicos” que hoje falam sobre assuntos que antes somente o criador falava. São marcas poderosas surgindo? Bom, hoje em dia a palavra Valuation ganha ainda mais força com o avanço desse mercado.

Aprendi, ao longo dos últimos anos, sobre a existência de quatro tipos de capitais: o social, a reputação, o tempo e o dinheiro. E uma lição precisa ser passada para profissionais que pretendem adentrar o “mundo digital”:

Reputação + Capital Social = Tempo e Dinheiro

Quanto mais reputação você constrói, entregando valor e potencializando seus produtos e serviços, mais capital social você tem, e mais valorizado e respeitado você é. Quanto mais reputação e capital social você conquista, mais tempo você tem, mais dinheiro em volume você gera, pois as pessoas passam a vir até você, sem que você vá até elas, amplificando seu patrimônio e fazendo de você uma marca sólida.

O Statista, um site especializado em estatísticas de negócios digitais, mostrou que, em 2019, o mercado digital gerou quase US$ 3,5 bilhões em receita no mundo. Esse mesmo estudo, realizado no ano 2000, mostroava que o valor não chegava a US$ 1 milhão. Parece loucura né?

Eu acredito fortemente que os negócios digitais ganharão ainda mais força nos próximos anos, é um movimento de transformação digital sem volta. Por isso, é importante que as pessoas entendam alguns conceitos para avançar de forma estruturada,

O livro “The Millionaire Fastlane”, do M. J. DeMarco, mostra o conceito CENTS ou NECST, que testa a veracidade de uma ideia, quando guiada por novos comportamentos digitais. A base do que chamamos de “Fastlane Business” pode ser encontrado neste framework, que certamente melhorará as probabilidades de um negócio concreto, com foco em aceleração, tanto em aumento de capital quanto de valuation (projeção de fluxo de caixa).

Os cinco “Mandamentos dos Negócios Fastlane”:

N de NEED ou Necessidade: não adianta criar coisas que as pessoas não precisam. Parece óbvio, mas a grande maioria ainda comete esse erro. Quando você cria algo da sua cabeça, está cometendo o principal erro dos negócios digitais. Boas ideias e tecnologia de ponta, não tornam um modelo de negócio escalável e sustentável, quando não há real necessidade para que ele exista.

E de ENTRY ou Entrada: resolva “problemões”, não probleminhas. Não estou dizendo para você viajar na maionese e simplesmente ser o mais inovador da mesa. Desconstruir acaba sendo a melhor opção. Não invente a roda. Adapte-se.
Troque: quão fácil é entrar nesse mercado? Minhas barreiras de entrada?
Por: quão difícil será corrigir ou fazer bem feito o que já existe?

C de CONTROL ou Controle: Todos os grupos no Telegram, canais no YouTube, páginas no Instagram, entre outros. Se um dia esses softwares mudarem o modelo de negócio, você continua de pé ou por depender unicamente deles seu negócio vai virar cinzas? Por isso, quanto mais controle você tiver nas mãos, mais sólido para o mercado você será.

Crie suas próprias estruturas de agrupamento de audiência (seja um software private community ou algo do tipo) e mescle. Sempre. Faça com que sua audiência transite entre o que já existe (grandes redes sociais), com o seu próprio castelo (seus entregáveis).

T de TIME ou Tempo: Como diz o M. J. DeMarco no livro “The Millionaire Fastlane” “uma empresa ligada ao seu tempo é um trabalho.” Uma vez ouvi a seguinte frase em uma mesa de reunião: “Você só tem um negócio quando você não está nele.

A lição que eu tirei é que você nunca deve criar um negócio vendendo o seu tempo. Crie algo que funcione sem você a longo prazo.

S de SCALE ou Escala: Seu produto pode ser replicado com “simplicidade”?Quando falamos de tecnologia nada é fácil ou barato o suficiente, mas pode ser simples. O seu trabalho aumenta e o seu custo de operação também? Você não tem um negócio sustentável. Diferentemente disso, você colherá frutos a longo prazo.

O Jack Ma, CEO do grupo Alibaba, concedeu uma entrevista ao Bloomberg, após uma reunião com os diretores da Walmart e disse a seguinte frase: “se você [Walmart] quiser 10 mil novos clientes é necessário construir um novo armazém, eu só preciso de dois servidores”.

Uma nova era muito mais agressiva está por vir, com negócios que geram renda constante e crescem exponencialmente dia após dia. Não existe receita de bolo nem a famosa “bala de prata”. Entender sobre CAC, LTV, MRR, ARR e métodos valiosos, que ajudam um negócio digital tornar-se altamente sustentável ficará de lado nesse momento, falarei um pouco em uma outra oportunidade. Portanto, produza valor, com os pés no chão, e seja constante. E aplique o CENTS nos seus projetos.

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