O avanço da inteligência artificial na saúde e na educação abre novas possibilidades para enfrentar desafios históricos relacionados ao diagnóstico tardio, à falta de suporte especializado e às desigualdades de acesso ao cuidado. No campo do Transtorno do Espectro Autista (TEA), essas lacunas ainda são profundas, especialmente quando se considera a realidade das escolas e das famílias fora dos grandes centros.
Neste episódio do podcast de Biotech and Health, Camila Pepe e Carolina Abelin conversam com Ronaldo Cohin, fundador e CEO da Jade, uma startup brasileira que desenvolveu uma plataforma baseada em inteligência artificial para apoiar crianças e jovens com TEA. A solução combina rastreio ocular, jogos cognitivos e análise de dados para apoiar desde a triagem precoce até intervenções educacionais e terapêuticas.
Ao longo da conversa, Cohin compartilha como a experiência pessoal como pai de uma criança autista deu origem à empresa, os desafios de validar cientificamente uma tecnologia de impacto social e o caminho de expansão internacional da Jade, que hoje atua em diferentes países e em parceria com governos.
O episódio também discute os limites e as responsabilidades do uso de IA em saúde, a importância da qualificação de educadores e profissionais e o papel dos dados na personalização do cuidado. Sem soluções fáceis, a conversa aponta que inovação real passa por evidência científica, escuta ativa das famílias e tecnologias pensadas para a complexidade do mundo real.
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